A FDEM realizou, nesta quarta-feira, a cerimónia de tomada de posse dos novos Coordenadores dos Pelouros

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) realizou, nesta quarta-feira, a cerimónia de tomada de posse dos novos Coordenadores dos Pelouros, marcando um novo ciclo de liderança, inovação e compromisso com o fortalecimento do tecido empresarial nacional. Foram empossados: A FDEM renova-se com estes líderes. Os desafios são muitos, mas a determinação é maior. Seguimos com visão, coragem e foco no desenvolvimento empresarial de Moçambique.
FDEM saúda a redução da taxa MIMO e reitera preocupação com a dívidapública interna e o alto custo do crédito

Recebemos com muito agrado o comunicado do Banco de Moçambiqueanunciando a redução da Taxa de Juro de Política Monetária (MIMO) para 9,50%, asexta redução registada ao longo deste ano. Consideramos esta decisão um passoencorajador para aliviar as condições financeiras e transmitir confiança ao sectorempresarial, num momento em que a inflação se mantém controlada em níveis deumdígito. A estabilidade cambial e o comportamento favorável dos preços internacionaiscriam espaço para esta flexibilização da política monetária, que saudamos porrepresentar uma oportunidade para melhorar, gradualmente, o acesso ao crédito eestimular a actividade económica. No entanto, não podemos ignorar os desafios estruturais que continuam alimitar o impacto destas medidas: Enquanto FDEM, reafirmamos o nosso compromisso de trabalhar com asautoridades económicas e financeiras, bem como com o governo, para encontrarsoluções que melhorem o ambiente de negócios, tornem o crédito mais acessível eregularizem a gestão da dívida pública interna. Continuaremos a defender medidas que promovam um mercado financeiro maisfuncional, previsível e favorável ao crescimento económico sustentável deMoçambique
A FDEM acredita que Manica pode transformar a actual crise ambiental numa oportunidade

Realizamos na passada, quinta-feira, uma conferência de imprensa para partilhar as conclusões da missão de inspecção realizada à Província de Manica, na sequência da decisão governamental que suspendeu todas as licenças e títulos mineiros, conforme o Decreto n.º 32/2025, de 30 de Setembro. O objectivo desta missão foi avaliar o impacto económico e social da suspensão e apresentar propostas concretas que garantam a preservação ambiental, a manutenção dos empregos e a retomada sustentável das actividades empresariais na província. Entre as principais recomendações apresentadas pela FDEM destacam-se: As constatações da FDEM indicam que as operações aluvionares são as principais responsáveis pela poluição dos rios, enquanto as operações em rocha dura apresentam riscos controláveis e podem ser retomadas sob supervisão governamental. “O desafio não é apenas reiniciar a actividade mineira, mas redefinir um modelo de exploração responsável, sustentável e socialmente justo”, refere a FDEM, reafirmando o seu compromisso em promover o diálogo entre o Governo, o sector privado e as comunidades locais. A FDEM acredita que Manica pode transformar a actual crise ambiental numa oportunidade de reforma estrutural e de boa governação dos recursos
FDEM defende criação de Banco de Desenvolvimento independente e voltado para o crescimento

O vice-presidente da Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), Adérito Macie, defendeu, esta sexta-feira, 07 de Novembro, a criação de um Banco de Desenvolvimento verdadeiramente independente, de gestão técnica e vocacionado para o crescimento produtivo nacional. A posição foi expressa durante o painel de auscultação pública sobre o projecto de criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, realizado em Maputo. Na sua intervenção, o dirigente da FDEM saudou a iniciativa do Governo em promover um debate aberto sobre o modelo de financiamento ao desenvolvimento, considerando que a nova instituição poderá marcar “um ponto de viragem” na política económica do País, desde que concebida com base em critérios de rigor técnico e boa governação. Segundo o vice-presidente, Moçambique precisa de um banco que una o controlo estratégico do Estado à participação técnica e financeira de parceiros externos, nomeadamente instituições multilaterais e bancos regionais, de modo a assegurar o capital, a experiência e as boas práticas de gestão necessárias à concretização dos objectivos nacionais.“O Estado deve manter o comando, mas é fundamental abrir espaço para investidores e entidades com capacidade de aportar recursos e conhecimento, de modo a garantir que o banco cumpra as metas de industrialização, diversificação produtiva e geração de emprego”, afirmou. Macie advertiu, contudo, que a credibilidade da futura instituição poderá ficar comprometida caso esta seja associada a entidades financeiras já fragilizadas. Para a FDEM, o novo Banco de Desenvolvimento deverá nascer com base sólida, livre de interferências políticas e orientado por resultados mensuráveis em termos de impacto económico e social. Ao abordar o quadro jurídico e regulatório, o vice-presidente defendeu que o Banco de Desenvolvimento deve beneficiar de um estatuto especial, distinto da banca comercial, permitindo-lhe operar com horizontes de médio e longo prazo e oferecer condições financeiras acessíveis aos sectores produtivos.“O papel de um banco de desenvolvimento não é competir com a banca comercial, mas assumir riscos estratégicos e investir onde o mercado não entra, criando bases para o crescimento sustentável do País”, sublinhou. A FDEM considera, contudo, que a prioridade nacional não deve ser a multiplicação de instituições bancárias, mas sim a criação ou o reforço de uma verdadeira entidade de desenvolvimento. Nesse sentido, o dirigente recordou que o Banco Nacional de Investimentos (BNI) já desempenha formalmente essa função, embora sem ainda se ter afirmado como motor efectivo do financiamento ao desenvolvimento. “O País não precisa de mais um banco, mas de um verdadeiro Banco de Desenvolvimento. O foco deve ser o fortalecimento institucional e operacional do existente, para que cumpra plenamente o seu mandato”, defendeu. No encerramento da sua intervenção, o vice-presidente reforçou que o futuro Banco de Desenvolvimento deve ser concebido como uma instituição independente e apartidária, comprometida com a promoção da independência económica de Moçambique, o apoio às pequenas e médias empresas e o fortalecimento do sector privado nacional. Sublinhou, ainda, que o impacto da nova instituição deverá estender-se a todo o território, incluindo as zonas mais remotas das províncias de Nampula, Inhambane e Cabo Delgado, onde o acesso ao crédito produtivo continua a ser um dos principais entraves ao desenvolvimento local.
FDEM reafirma compromisso com o turismo sustentável em Moçambique

A Federação do Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), agremiação liderada por Lineu Candieiro, saudou o sucesso do Mozambique Tourism Sumit, evento realizado, recentemente, na província de Inhambane, concretamente no distrito de Vilankulo, tendo, por outro lado, reafirmado o seu compromisso com o turismo sustentável no país. O Turismo foi um dos sectores mais afectados, primeiro, pela pandemia da covid-19 e, recentemente, pelas manifestações pós – eleitorais. Apesar das adversidades, o sector está em franca recuperação. Para consolidar a recuperação e o crescimento do sector, o distrito de Vilankulo, arredores da província de Inhambane, foi, recentemente, palco da da Primeira Conferência Internacional de Turismo – Mozambique Tourism Summit 2025, um evento, diga-se, histórico. Para o presidente da Federação do Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), Lineu Candieiro, a Primeira Conferência Internacional de Turismo marca uma nova era no turismo nacional. “A FDEM congratula ao Governo de Moçambique e a todos os parceiros pela realização bem-sucedida da Primeira Conferência Internacional de Turismo – Mozambique Tourism Summit 2025, um evento histórico que assinala o início de uma nova era para o turismo nacional. Para nós este evento simboliza um marco para o turismo moçambicano que tanto prospera há cada ano”, referiu Lineu Candieiro para depois assegurar que alinha com o discurso do Chefe de Estado, Daniel Chapo, que reafirmou que o turismo é um dos pilares da independência económica do país, definindo-o como “o verdadeiro ouro e o gás inesgotável de Moçambique”. “A Federação do Desenvolvimento Empresarial de Moçambique identifica-se plenamente com esta visão e entende que o turismo é um sector estratégico para a criação de emprego, do desenvolvimento local e da promoção internacional da marca Moçambique já reconhecida mundialmente com o Prémio de Melhor Destino Sustentável do Mundo, atribuído nos World Tourism Awards 2025”. Durante o Mozambique Tourism Summit 2025, o Presidente da República anunciou algumas medidas, nomeadamente, declaração da Província de Inhambane como Capital e Polo do Desenvolvimento Turístico Nacional; a criação de Zonas Económicas Especiais de Investimento Turístico e a flexibilização do regime de vistos e o reforço de um ambiente de negócios transparente e previsível. O líder da FDEM nao tem dúvidas de que as medidas anunciadas por Daniel Chapo vão de encontro às aspirações da Federação e do sector empresarial, refletindo um novo paradigma de governação que aposta na dinamização económica, na inclusão e na sustentabilidade. Por outro lado, Lineu Candieiro reafirmou o compromisso da agremiação por si liderada em continuar a colaborar com o Governo, o sector privado e as comunidades locais para “fortalecer o ecossistema do turismo sustentável e inclusivo; apoiar o empreendedorismo e as PME turísticas; investir na formação e capacitação de jovens; valorizar a cultura e o património natural como ativos estratégicos do país”. Nas entrelinhas, Candieiro mostrou-se satisfeito com as nomeações de Paulo Oliveira e Samora Machel Júnior como Embaixadores do Turismo, bem como de Rogério Dinis (MC Roger) como Embaixador do Made in Mozambique, símbolos do dinamismo e do orgulho nacional, augurando que este novo ciclo “represente uma mudança de paradigma no desenvolvimento turístico, consolidando Moçambique como um dos principais destinos de referência em África e no mundo até 2030”.
Lineu Candieiro promete “Um novo ciclo” no sector empresarial em Moçambique

Lineu Candeeiro tomou, na quinta-feira, 30 de Outubro, posse como o primeiro presidente da Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique. Na cerimónia presidida pelo ministro da economia, Candieiro garantiu que, nos próximos quatro, vai promover “políticas que incentivem o investimento, a inovação e a criação de emprego”. No seu discurso, Candieiro traçou aqueles que serão os pilares que vão nortear a direcção por si liderada no quinquênio 2025-2030, nomeadamente, Crescimento sustentável, com foco na expansão da base de membros e fortalecimento da representatividade empresarial; Transparência institucional,com gestão rigorosa e prestação de contas exemplar e Diálogo estruturado, que reforce a concertação entre o sector privado, o Governo e os parceiros de desenvolvimento. Para Candieiro, que pediu ao Governo a aceleração da aprovação da Lei do Conteúdo Local para que as empresas nacionais prestem serviços as multinacionais nos projectos em curso no país, a tomada de posse do primeiro corpo directivo da FDEM abre um novo ciclo no sector empresarial em Moçambique. “Um novo ciclo começa hoje. O juramento que acabamos de prestar é o nosso pacto solene com o empresariado moçambicano. A FDEM nasce com uma vocação clara: ser a voz unificada e forte das empresas moçambicanas, promover políticas que incentivem o investimento, a inovavão e a criação de emprego”, declarou. Por sua vez, na qualidade de representante do Governo, o ministro da economia, Basílio Muhate, destacou que Moçambique vive um momento de viragem económica que há muito ambicionava, daí que encorajou a Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique a trabalhar com o compromisso do desenvolvimento no horizonte. “Queremos encorajar a FDEM a trabalhar ativamente no desenvolvimento das pequenas e médias empresas, especialmente nas zonas rurais, e a participar no diálogo público-privado”, enfatizou o governante Sobre a sede da Federação para o Desenvolvimento Empresarial de Moçambique que foi inaugurada em paralelo com a tomada de posse do corpo directivo, Muhate referiu que a mesma deve ser símbolo de confiança no futuro e de compromisso com o desenvolvimento do país. Importa salientar que a FDEM nasce com 20 associações empresariais fundadoras, provenientes de várias províncias e sectores.