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FDEM saúda a redução da taxa MIMO e reitera preocupação com a dívidapública interna e o alto custo do crédito

Recebemos com muito agrado o comunicado do Banco de Moçambique
anunciando a redução da Taxa de Juro de Política Monetária (MIMO) para 9,50%, a
sexta redução registada ao longo deste ano. Consideramos esta decisão um passo
encorajador para aliviar as condições financeiras e transmitir confiança ao sector
empresarial, num momento em que a inflação se mantém controlada em níveis de
umdígito.


A estabilidade cambial e o comportamento favorável dos preços internacionais
criam espaço para esta flexibilização da política monetária, que saudamos por
representar uma oportunidade para melhorar, gradualmente, o acesso ao crédito e
estimular a actividade económica.

No entanto, não podemos ignorar os desafios estruturais que continuam a
limitar o impacto destas medidas:

  1. Dívida Pública Interna– Continuamos profundamente preocupados com o
    agravamento da dívida pública interna e com o atraso no pagamento dos seus
    instrumentos por parte do Estado. Estes atrasos reduzem o apetite dos
    investidores por títulos públicos, pressionam a tesouraria das instituições
    financeiras e afectam o normal funcionamento do mercado monetário.
  2. Prime Rate permanece elevada– Apesar das sucessivas reduções da MIMO, o
    custo real do crédito continua proibitivo para grande parte das empresas
    moçambicanas. A Prime Rate, que deveria reflectir de forma mais dinâmica os
    cortes na taxa directora, permanece alta e desajustada em relação às
    necessidades do sector produtivo, limitando investimentos e travando a
    capacidade de expansão das pequenas e médias empresas.
    Maputo, 15 de Novembro de 2025
  3. Persistência de riscos macroeconómicos– Reconhecemos que os riscos
    associados à dívida pública, aos choques climáticos e à lenta reposição da
    capacidade produtiva continuam a alimentar incertezas que exigem prudência na
    condução da política monetária.

Enquanto FDEM, reafirmamos o nosso compromisso de trabalhar com as
autoridades económicas e financeiras, bem como com o governo, para encontrar
soluções que melhorem o ambiente de negócios, tornem o crédito mais acessível e
regularizem a gestão da dívida pública interna.


Continuaremos a defender medidas que promovam um mercado financeiro mais
funcional, previsível e favorável ao crescimento económico sustentável de
Moçambique

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